9.2.09

O Poder do Amor

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Sigo o caminho que julgo ser o meu

Sigo o caminho que julgo ser o meu
afino os sentidos
tento perscrutar na terra
os desígnios dos elementos
ouço vozes e tento dar-lhes sentido
sei que os seus ensinamentos são divinos
sábios conselhos e sinais a seguir
ouvir ...
ouvir com os ouvidos da alma
ouvir com os ouvidos do coração
que em tudo rivalizam com a razão
matéria ...
matéria é corpo, matéria é inumano
é perda de tempo
passar o tempo a pensar nela
no entanto ...
parece ser impossível desprender-me dela
os meus pés agarram-se ao solo
raízes de árvore secular
que não quer voar
mesmo assim sigo o caminho
por vezes hesitante
por vezes incerta
por vezes parando para ouvir a tua voz
Anjo Guardião que sempre me acompanhas

Sopra o vento

Sopra o vento
lá fora as árvores dançam
evocam cantigas de adoração
que ao céu pertencem
do meu quarto
espreito pela janela
admiro a euforia da natureza
que saboreia a leve ventania

As pessoas agarram seus casacos
como se o vento lhes arrancasse a pele
encolhem-se ...
queixam-se dele, que não pára de soprar
lamentam-se com o frio que paira no ar
de nariz enfiado no chão
nem olham para o que os rodeia
em torno de si a vida dança
abre os braços e dá as boas vindas
uma nova estação
um novo ciclo da natureza se cumpre
e assim giram as coisas vivas
que mesmo agarradas à Terra
estão mais ligadas ao Céu