9.2.09

Sigo o caminho que julgo ser o meu

Sigo o caminho que julgo ser o meu
afino os sentidos
tento perscrutar na terra
os desígnios dos elementos
ouço vozes e tento dar-lhes sentido
sei que os seus ensinamentos são divinos
sábios conselhos e sinais a seguir
ouvir ...
ouvir com os ouvidos da alma
ouvir com os ouvidos do coração
que em tudo rivalizam com a razão
matéria ...
matéria é corpo, matéria é inumano
é perda de tempo
passar o tempo a pensar nela
no entanto ...
parece ser impossível desprender-me dela
os meus pés agarram-se ao solo
raízes de árvore secular
que não quer voar
mesmo assim sigo o caminho
por vezes hesitante
por vezes incerta
por vezes parando para ouvir a tua voz
Anjo Guardião que sempre me acompanhas

2 comentários:

José Rasquinho disse...

Há já algum tempo que não vinha fazer uma vizita! Não posso dizer que tenhas muita coisa nova, mas o que tens é muito bom e muito bonito, e, se o teu caminho é este, então vai em frente!
O poema é muito bonito e a imagem é uma maravilha!
Bjinho.

Nuno de Sousa disse...

Lindo este teu poema, belos os teus trabalhos por aqui... sempre bom passar por aqui ver a tua arte além da fotografia...
Bjs grandes
Nuno